Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Título são-paulino é manchado com sangue pela PM

No início da noite de ontem, milhares de torcedores comemoraram pelas ruas do país o terceiro campeonato seguido, sexto título brasileiro do São Paulo, após a vitória sobre o Goiás no estádio Bezerrão, no Distrito Federal.


No entanto, o torcedor são-paulino Nilton César de Jesus, não pode acompanhar a vitória nem comemorar o título de seu time do coração, pois foi baleado na cabeça por um sargento da PM do DF, antes mesmo do início do jogo. Seu quadro clínico é gravíssimo.

O sargento da PM José Luiz Carvalho Barreto foi autuado em flagrante e levado para o presídio militar mas, inicialmente, a corporação divulgou a versão de que o policial teria disparado a arma acidentalmente após o torcedor tentar retirá-la de suas mãos. Não é o que vemos no vídeo gravado pela Rede Record.

(http://www.mundorecord.com.br/play/ca62315d-998f-4ae4-9963-70ac7923f4e4)

Fiquei muito triste ao ver a imagem em que o torcedor, desarmado e com as mãos visivelmente levantadas para demonstrar que não reagiria é agredido pelo policial, completamente despreparado, que tenta dar uma coronhada em sua nuca. Porém, com a arma destravada, o rapaz foi baleado e caiu instantaneamente no chão enquanto sangrava.

Sabemos que a polícia é na verdade um aparato utilizado pelo Estado para reprimir e "manter a ordem social", o status quo. Mesmo assim é revoltante ver o policial perseguir o torcedor, que não oferecia perigo, para agredi-lo e causar essa tragédia.

Parabéns ao São Paulo pelo título brasileiro. Pena que a taça venha manchada de sangue!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Museu do Futebol e a cultura popular


Será inagurado no dia 29, com a exposição sobre Pelé "As marcas do rei", o Museu do Futebol. Localizado no estádio do Pacaembú em São Paulo, este é o primeiro museu dedicado apenas ao futebol em todo o continente americano.
Nessa primeira exposição serão exibidos diversos materiais de Pelé, como uma caixa de engraxate que usava para trabalhar ou o rádio em que seu pai acompanhou a transmissão final da Copa de 1950 em que o Uruguai venceu o Brasil em pleno Maracanã (o famoso "Maracanazo").
Os investimentos no museu foram de R$ 32 milhões financiados por empresas privadas, e governos estadual e municipal.
É louvável a atitude de unir um esporte tão popular com a cultura de que nosso país tanto carece. Porém, esse deveria ser um papel apenas do Estado, e não da iniciativa privada.
Como sabemos, nenhuma empresa financia uma construção desse tipo sem ter interesses escusos. Se hoje o ingresso é anunciado a R$ 6,00 (R$ 3,00 para idosos e estudantes), logo a iniciativa privada pressionará o governo para aumentar esse valor ou, o que é pior, cobrará a conta com a aprovação de projetos que sejam de seu interesse
Esperamos que a separação entre Estado e empresas seja clara e que o público, estimado em 600 mil, possa contar com cada vez mais obras desse porte, que unam cultura, esporte, lazer e sejam acessíveis para toda a população, não apenas para a elite como acontece hoje.
Para isso seria necessário criar Conselhos Populares de Cultura, onde a própria população decidiria onde e como seriam aplicados os recursos governamentais destinados à cultura. Somente dessa forma seria possível estimular a produção cultural e popular como a dos grupos de street dance, a dos grafiteiros, a de hip-hop e outras formas de cultura marginalizadas no atual modelo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dor, superação e recordes nas Olimpíadas


Apesar de achar as Olímpiadas um grande negócio que se submete a lógica do capital e não fazer parte dos fanáticos por esporte, com toda a exposição que a mídia dá aos jogos, não é possível escapar de ao menos uma espiada nos atletas.
Nesta segunda-feira presenciei algumas imagens que podem entrar para a história dos jogos.
Primeiro a russa Yelena Isinbayeva luta contra sua própria marca, contra seu próprio limite e consegue no salto com vara alcançar a incrível marca de 5,05m. Conseguiu apenas na última tentativa e ao ser questionada sobre qual seria seu limite respondeu: "I have no limit. The sky is my limit." (Eu não tenho limite. O céu é meu limite).
Para quem viu a russa abrir um largo sorriso logo após concluir o salto realmente fica a dúvida: Haverá um limite para Isinbayeva?
Na mesma prova vimos a brasileira Fabiana Murer muito irritada com o sumiço de uma vara sua, justamente a que usaria para saltar os 4,55m, ainda longe de sua melhor marca de 4,80m. Tentou parar a prova, questionou sobre o destino da vara e, após a terceira tentativa frustrada, chorou copiosamente por ficar apenas em décimo lugar. A vara foi encontrada por acaso junto ao material das atletas eliminadas na noite de hoje.
Mas a imagem mais marcante desta segunda-feira foi protagonizada pelo chinês Liu Xiang, atleta que disputava a prova dos 110m com barreiras. O governo chinês já havia dito que qualquer resultado que não fosse a medalha de ouro não seria "tolerado". Visivelmente sem condições devido a uma lesão no pé, o atleta chegou a se aquecer e se posicionar.
No entanto assim que foi dada a largada os torcedores chineses assistiram atônitos o atleta se retirar cabisbaixo. Os chineses se retiraram do estádio juntamente com Liu Xiang que, mancando e abalado, se retirou para os bastidores sem ouro, mas com a certeza de que lutou contra seus próprios limites.

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO