Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fim de festa: Cuba fecha cantinas gratuitas do Estado


Que Cuba já não é mais um país socialista sabemos, e já faz muito tempo. Porém, com a eleição do "capitão-do-mato" Barack Obama nos Estados Unidos e Raul Castro em Cuba, as últimas conquistas que restavam da época da Revolução Cubana também vão sendo desmontadas. Foi anunciado hoje o fim das cantinas do Estado no local de trabalho. (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091007_cuba_cantinas_pu.shtml)

Essas cantinas existiam em todos os locais de trabalho e forneciam 3,5 milhões de refeições gratuitas para os trabalhadores por dia. O governo alega que furtos eram frequentes e que não pode arcar com o custo de US$ 350 milhões por ano.

E outros cortes já estão na lista: o cartão mensal de cesta básica deve ser a próxima mudança que o governo pretende realizar.

É triste ver o fim da revolução ser a arrancada dos direitos mais básicos que a população conquistou (e que hoje já são poucos).

E vocês, o que acham?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Governo vetará correção anual de pensões e aposentadorias

Laycer Tomaz Fonte: www.camara.gov.br

Foi divulgado hoje pelo ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT-PR) que o governo Lula vetará o projeto de lei que prevê a correção anual de pensões e aposentadorias, se o Congresso aprovar o texto.
(Veja em http://www.estadao.com.br/economia/not_eco279054,0.htm)

É difícil, e até triste, ver que um governo dirigido por um ex-sindicalista, que lutou contra a ditadura e dirigiu as grande greves do ABC paulista na década de 80, siga a cartilha econômica do FMI e congele os benefícios geridos pelo governo federal.

A lógica do governo é a de que o trabalhador passe mais da metade de sua vida trabalhando e contribuindo com a Previdência Social, para depois negar-lhe o direito a uma aposentadoria decente. Hoje a aposentadoria é ligada ao salário mínimo, ou seja, R$ 415,00 mensais. Você acha que é justo? Esse é seu sonho de aposentadoria?

Isso tudo é justificado pelo governo com o mito do déficit da previdência. Mito porque na verdade a previdência da lucro para o governo. O déficit só existe se o governo continuar desviando seus recursos para garantir um superávit primário cada vez maior, e "honrar" suas dívidas interna e externa.

Também devemos lembrar que a quase totalidade do "rombo" da Previdência se deve às empresas que recolhem os valores de seus funcionários mas não os repassam ao governo (qualquer semelhança com as empresas de ônibus da cidade não são mera coincidência).

Agora quero saber a sua opinião. O que acha dessa medida do governo?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Bolsas do mundo despencam e socorro do governo americano é rejeitado

Durante esta segunda-feira as bolsas de valores do mundo voltaram a despencar. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 9,36%, maior perda desde 14 de janeiro de 1999, quando havia caído 9,97%. Durante a tarde o pregão chegou a ser interropido por meia hora (devido ao circuit breaker) e chegou a cair 13,75%.

Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York caiu 6,98% e teve a maior perda de pontos de sua história e o índice Nasdaq caiu 9,14%. Essas quedas se acentuaram após a notícia de que a Câmara dos Estados Unidos havia rejeitado o pacote de socorro aos bancos de R$ 700 bilhões.

Isso demonstra mais uma vez que após os especuladores financeiros brincarem de cassino no caso das hipotecas e com o capital especulativo, mais uma vez quem paga a conta são os pobres.
Como fui muito questionado devido ao meu último post sobre economia, fui buscar uma opinião de alguém mais "gabaritado".

Segundo o prêmio Nobel de economia de 2001, Joseph Stiglitz a crise está só começando e o socorro do governo não ataca o problema central. Ele afirma que há uma possibilidade grande de recessão nos próximos semestres. Ele também afirmou que a guerra imperialista no Iraque contribuiu para o enfraquecimento da economia.

"Em 2008-2009 está previsto que tenhamos o maior déficit fiscal de nossa história. A guerra também contribuiu para a alta do preço do petróleo. Drenamos nossa economia para comprar petróleo", disse.

Outro que reconhece o tamanho da crise criada pela bolha do mercado imobiliário é o megaespeculador George Soros. "Temo que não tenhamos saído da tempestade financeira, que de algum modo continuamos nos dirigindo para a tempestade, ao invés de nos afastarmos", afirmou.

(Veja entrevista do Nobel de Economia de 2001 Joseph Stiglitz em
http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=8455&Itemid=26)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Liberais, mas nem tanto

Nos séculos XVIII e XIX o grande embate existente no campo da economia política era entre o liberalismo de Adam Smith (1723-1790) e a intervenção do Estado na economia de Karl Marx (1818-1883).

Durante muito tempo foi pregado por todos que Smith teria vencido o embate, uma vez que os modelos liberal e neoliberal predominaram durante o século XX e início do século XXI, mas, os burgueses aprendem com seus erros e não querem uma nova crise como a de 1929, quando ocorreu a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Por isso, quando lemos a notícia de que os bancos centrais das principais economias do mundo injetaram mais de US$ 380 bilhões em seus respectivos mercados financeiros para tentar acalmar os investidores e conter a crise da inadimplência no setor de hipotecas dos Estados Unidos, vemos que nem sempre a diferença entre as posições é clara.

O Banco Central Europeu, o Federal Reserve (EUA), o Banco do Japão, o Bank of England e os bancos centrais de Canadá, Suíça numa ação conjunta injetaram US$ 250 bilhões em seus mercados. Hoje o banco da Rússia injetou mais US$ 130 bilhões.

A intervenção do Federal Reserve foi histórica: primeiro liberou US$ 200 bilhões para tentar salvar as companhias de hipoteca Fannie Mae e a Freddy Mac, depois com mais US$ 85 bilhões encampou a seguradora AIG. E essa semana o banco de investimentos Lehman Brothers não conseguiu cobrir um rombo de mais de US$ 600 bilhões e caiu.

É interessante: quando se diz que é necessário utilizar o Estado para garantir uma vida digna aos necessitados isso é marxismo, comunismo e é execrado. Agora, utilizar bilhões de doláres do mesmo Estado para salvar os especuladores que lucram da miséria dos necessitados, aí é liberado.

Isso demonstra a falência do modelo de Adam Smith e a ascensão das teorias de Marx (mesmo que completamente deturpadas). Afinal, o que vemos hoje é que os comandantes do imperialismo mundial são liberais...mas nem tanto.

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO